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out 6, 2014 |
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Monumentos antigos |
Em Sousela “apareceu” uma Ara Fúnebre da época Romana datada do Séc. III/IV. Considerada deslocada do seu lugar original, embora não da área de ocorrência devido “ao corredor Natural de Ligação entre o vale do Vizela e vale do Sousa” (Mendes-Pinto, 1992). Está deposta, dentro da Capela de São Cristóvão, Sousela.
No tempo dos Romanos as Aras serviam para fazer as práticas de sacrifício para os Deuses.
Do mesmo autor a propósito do arrolamento realizado para o inventário arqueológico do concelho de Lousada, esta Ara em granito, com uma cornija com quatro filetes (3+1) e base com outros quatro, apresentaria uma inscrição funerária de difícil leitura porquanto a ara se encontraria coberta de cal e tinta, dado o seu reaproveitamento como pia de água benta (razão pela qual se terá procedido à escavação do interior da cornija).
Actualmente sem qualquer tinta ou cal a cobri-la, terá sido deslocada, talvez devido à necessidade de proceder à remoção da tinta, e recolocada com a face voltada para a frente.
Tem de altura 99cm;
Base: 34cm x 35cm x 35cm;
Fuste: 39cm x 27cm x 27 cm;
Cornija: 26cm x 37cm x 37cm;
Segundo Armando Redentor, relativamente à transcrição da Ara, analisada, com uma cronologia de (171-270 d. C.), consta então:
D(is) M(anibus) s(acrum)
Fauiu-
s Mus-
anus
Ann(orum) XXX
“Consagrado aos Deuses Manes (“do lar”), Favius Musanus de 30 anos.”
Julga-se que Favius Musanus seria um cidadão Italiano que se deslocou e faleceu nesta zona com 30 anos.