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set 26, 2014 |
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Lendas e Tradições |
Neste mesmo lugar, Bojão, encontra-se enterrado nos alicerces de um muro de suporte, o Celebre Índio – João Rodrigo, irmão do Dr. António José Meireles, que foi presidente da Câmara de Lousada. O Índio era considerado Valentão, Forte, Corpulento e Destemido que mesmo que já tenha morrido aos 200 anos ainda não foi esquecido.
A sua família, conseguiu que ele fosse para a Índia, por não o poder aturar, e de lá voltou com o Titulo de Capitão por ter servido o exército Inglês.
Dos episódios que se contam a seu respeito várias histórias peculiares vou transmitir:
Uma vez, chegou à festa de Carvalhosa (Paços de Ferreira), tirou do cinto uma dúzia de Facas, e, de longe, espetou-as todas, umas abaixo das outras, no mastro da romaria, aterrorizando as pessoas.
Outra vez, diante da porta da antiga capela de Santo António (Lourosa), ao acabar a missa, deu duas grandes bofetadas noutro valentão, o Fernandes, tido como o gabarola. Ora, o Sr. Abade Joaquim chamou-lhe a atenção de que o que fez nada tinha de valor, ainda para menos diante de Jesus Crucificado. Mas o Índio respondeu que “em parte nenhuma podia encontrar melhor testemunha do que o próprio Jesus e o padre.
Noutra vez, no Adro de Santa Eulália da Ordem, também ao sair da igreja, a uma mocetona que dias antes lhe respondera mal a uma graça, prendeu-a pela cinta, tirou-lhe do pé uma das chinelas que calçava, e ali mesmo, descobrindo-lhe o traseiro, diante de toda a gente, aplicou-lhe três ou quatro vezes chineladas no rabo.
Em bojão tinha um amigo chamado Custódio. Mas a amizade estragou-se porque o Índio João Rodrigues começou a namorar uma de suas filhas às escondidas. Custódio descobriu e numa noite, esperou-o à beira de casa e deu-lhe um tiro que ali o matou. O cadáver foi coberto com folhas de árvores e escondido nos caboucos do muro que estava a ser reconstruído, sem que os pedreiros dessem conta. Nunca ninguém o tirou de lá. O cavalo que o Índio ia montado vagueou pelos montes durante muitos dias sem que ninguém o quisesse recolher, tal era o medo pelo dono.