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set 26, 2014 |
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Casas Solarengas |
Este bonito edifício solarengo, congregado numa vasta área de produção agrícola e de lazer para os proprietários é uma construção de estilo neoclássico, datável dos meados do séc. XIX (o portão de entrada do solar, o que dá acesso aos jardins que circundam o corpo residencial, encima a data de 1868).
Na fachada principal, uma escadaria encostada à casa, de duplo lanço, divergente, dá acesso a um átrio exterior, defronte da entrada nobre. Esta fachada é construída por três blocos: o bloco central de um piso só, sobrepujado por uma pedra de armas, e dois laterais, mais pequenos; o da direita, encimado por uma cruz, é a capela; o da esquerda, através duma porta larga, dá acesso às traseiras do edifício. A pedra de armas, no frontão da fachada principal da Casa, é uma composição esquartelada de FERREIRA, MATOS, VASCONCELOS e NORONHA. Foi mandada colocar por Joaquim José de Matos Sottomayor e Noronha, então senhor da Casa, pai de Custódio José Matos Sottomayor e Noronha, que foi presidente da Câmara Municipal, em 1852.
A Casa foi conhecida durante décadas pelo castiço nome de Cimo de Vila mas o (falecido) proprietário Jorge Lima alterou-o para Casa do Cedro para “homenagear” o espantoso cupresso que cresceu no terreiro.
Continua o solar a dispor de moinho privativo e de cuidados jardins que alguns ornamentados recantos embelezam ainda mais.
Quanto ao seu belíssimo e majestoso portal de tipologia neoclássica, apresenta-se com duas folhas em ferro fundido e sobreporta. O portal tem como decoração réguas e fitas na vertical, formando estes vários desenhos interessantes. A sobreporta tem forma radial com doze réguas. Do ponto de vista arquitectónico, temos um portal com duas pilastras, de fiadas regulares, a cornija em cantaria fina, e o muro envolvente em pedra lavrada.
Atualmente, a Casa pertence à D. Maria Teresa Monteiro de Lima Alves de Sousa.