Património Natural e Paisagístico
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set 26, 2014 |
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Património Paisagístico Natural |
Para a UNESCO o “Património Natural designa algo com características físicas, biológicas e geológicas extraordinárias; habitats de espécies animais ou vegetais em risco e áreas de grande valor do ponto de vista científico e estético ou do ponto de vista da conservação.” (http://www.icm.gov.mo/exhibition/tc/nhintroP.asp).
No que respeita ao Património Paisagístico, Sousela é uma freguesia privilegiada pois aqui desfruta-se de uma grande panorâmica sobre a paisagem envolvente. Observa-se o “desenrolar” do Vale do Mezio e do Sousa e as várias freguesias que este manto exibe; admira-se o leito do rio Mezio deslizando montanha a baixo, as lágrimas que vão percorrendo território e que faz notar, com a junção de outros canais de água, um choro como de quem se afasta da sua origem; vê-se outras serras, como a Serra do Marão, com suas ventoinhas eólicas, e várias colinas montanhosas como a colina de Cristelos (Lousada) onde se situa o Castro de S. Domingos e o padrão edificado do vale. Várias estruturas se ergueram com o romper dos tempos e dão forma ao traço populacional desta região.
Em Sousela podemos observar uma bela e magnífica paisagem sobre a bacia. Pelo Outono e pela Primavera um fenómeno pode acontecer, as inversões térmicas desencadeiam-se devido ao ar frio que fica preso junto à superfície da terra pelo ar mais quente e deste modo, a humidade presente no ar frio gera nevoeiro e consequentemente a formação de nuvens criando uma espécie de plataforma gigante de nuvens brancas com um efeito fantástico.
Daqui se admira o Património Natural da freguesia, a sua flora e fauna. Embora o rio não transborde de vida marítima, podemos observar os peixes que habitam na zona do parque temático pela altura das estações do Verão e Outono. Os peixes são trazidos pelos pescadores da freguesia e depositados neste local. A fraca abundância de peixe no rio Mezio deve-se, sobretudo pelo pequeno caudal que é suportado nos meses quentes e também por problemas ambientais instalados nesta zona do vale dos Sousa.
A raposa, o coelho e a lebre são presenças constantes no meio selvagem mas ainda se podem observar a pastorícia doméstica de gado caprino e bovino. As aves são muito abundantes e variadas, e aqui nidificam, já que a Península Ibérica se situa em plena rota de migração de espécies da Europa Central e Ocidental. Encontram-se aqui esquilos, borboletas e libelinhas.
Também a presença de cogumelos silvestres e os de biologia em torno das riquezas florísticas que coabitam esta região são um fator atrativo e conjetural desta freguesia.
Quanto ao conjunto arbóreo, Sousela é rica em Carvalhos, Sobreiros, Eucaliptos e Pinheiros e quanto às outras espécies não tão abundantes que se distribuem pela área podem ser encontradas sobre os mantos florestais das serras e montes.
Para os amantes da aventura, aqui podem praticar montanhismo, caminhadas, BTT ou todo o terreno.
(DPPL-Sousela, da Junta de Freguesia de Sousela - 2013/14)
Quanto à fauna e flora, aqui fica um apontamento significativo:
Flora: A região de Sousela, pela presença de abundantes cursos de água mantém algumas importantes galerias ripícolas (margens dos rios) onde vegetam espécies como o salgueiro, o freixo, o choupo, mas também o pilriteiro e o sabugueiro. Para além disso podem ser encontradas diversas espécies de fetos entre os quais o belo feto-real. Nas zonas de meia encosta, a floresta primitiva foi integralmente substituída por espécies exóticas (acácias, eucaliptos) e relativamente pobres em termos de biodiversidade, quando as espécies autóctones (carvalho, sobreiro, loureiro, azereiro, castanheiro, etc.) eram, desse ponto de vista, particularmente ricas. Ainda assim, subsistem bolsas de espécies folhosas onde é possível admirar a beleza e diversidade associadas. Nas zonas altas, mais secas e expostas aos elementos, subsistem os matagais de urzes, carqueja e tojo. São zonas muitas vezes associadas a habitats rochosos (rupícolas) onde subsiste ainda uma apreciável diversidade de espécies animais.
Fauna: De entre as inúmeras espécies existentes neste território, a água é dos mais ricos. Para além das diversas espécies de peixes (truta, boca, barbo e enguia), é possível encontrar nas maiores massas de água (sobretudo o Mezio) mamíferos como a toupeira-de-água ou a lontra, para além de répteis como a cobra-de-água-viperina, a cobra-de-água-de-colar ou o belíssimo lagarto-de-água.
Nas linhas de água mais pequenas, assim como nas presas e açudes, onde a água é menos corredia, encontramos várias espécies de anfíbios: tritão-marmorado, tritão-de-ventre-laranja, salamandra-de-pintas-amarelas, sapo-comum, sapo-parteiro, sapo-discoglossus, rã-verde ou ainda espécies endémicas e raras como a salamandra-lusitânica.
Em relação às áreas florestais e de cultivo, para além de espécies ubíquas como a raposa, a doninha, o ouriço-caxeiro e o coelho, encontramos igualmente o texugo, a gineta e ainda a fuinha. Nos céus nocturnos, os morcegos-de-ferradura-grande ou os morcegos-arborícolas-gigantes são espécies raras mas facilmente observáveis ao entardecer, nos dias de verão. São duas das espécies mais emblemáticas dos predadores nocturnos, partilhando os céus com as corujas-do-mato, o mocho-galego ou a coruja-das-torres, bem como os noitibós, visitantes estivais desta região.
As aves são o grupo mais facilmente identificável. De entre a miríada de espécies, salientam-se aquelas que em Sousela se associam aos habitats aquáticos: garça-cinzenta; pato-real, alvéola-cinzenta, guarda-rios, narceja e galinha-de-água. Quanto aos predadores alados, o gavião, o peneireiro-comum e a águia-de-asa-redonda são espécies habituais nos céus da freguesia. Assim, haja gente interessada em vê-las, em conhece-las em protege-las.
Importa referir que todo este património é precioso mas frágil e que, a cada ano, a cada incêndio ou nova construção se perde para sempre!




